Até agora vimos como resolver apenas dois tipos de equações diferenciais de segunda ordem homogêneas: as com coeficientes
constantes e as equações de Euler. O método que estudaremos agora se baseia na hipótese de que as soluções
procuradas são analíticas1 pelo menos em alguma vizinhança de um ponto x0
onde são dadas as condições de contorno. Isto significa que estas funções possuem derivadas de todas as ordens neste ponto
e portanto podem ser expressas como uma série de potências. é possível, em alguns casos, que uma solução encontrada
desta forma seja identificada como uma das funções elementares do cálculo. No entanto, no caso geral, ela não representa nenhuma
destas funções elementares e deve ser expressa e definida através de sua série de potências.
Procuramos agora um método para a solução de equações diferenciais homogêneas do segundo grau mais gerais que as anteriormente estudadas, na forma de
onde P, F e G são funções contínuas.
Definição: Um ponto x0 onde a função P não se anula, ou seja
P(x0) ≠ 0, é chamado um ponto ordinário. Caso contrário, se
P(x0) = 0 , então x0 é um ponto singular da equação diferencial.
Se x0 é um ponto ordinário, como P(x0) ≠ 0 e P é contínua,
então existe um intervalo em torno de x0 onde P não é nula. Para este intervalo podemos escrever
| (1) |
onde as funções
são igualmente contínuas. Pelo teorema de existência e unicidade existe uma única solução de 1 neste intervalo, satisfazendo as condições de contorno e .
O método de solução de equações diferenciais usando séries de potências2 se baseia
na suposição de que a solução procurada é uma função analítica nas vizinhanças do ponto
x0 e que, portanto, pode ser escrita como
Em seguida substituimos esta expressão e suas derivadas na equação diferencial e procuramos identificar os coeficientes
an. O ponto x0, em torno do qual se busca as soluções válidas, geralmente é o ponto onde as
condições de contorno são estabelecidas. Usaremos um exemplo para tornar mais claro o método.
Exemplo 1. Vamos resolver, pelo método de séries de potências, a equação diferencial
| (2) |
em torno do ponto ordinário x0 = 0. Fazendo a suposição inicial, de que y
é analítica próximo de x = 0, escrevemos esta função e suas derivadas como as séries
onde se deve observar que a série correspondente à derivada primeira se inicia em devido ao desaparecimento do termo constante . Analogamente, a derivada segunda se inicia em . Substituindo na equação 2 temos a identidade
Note que ambas as séries se iniciam com um termo constante. Para tornar mais fácil a comparação dos termos
envolvidos introduzimos um novo índice k
e reescrevemos a primeira série da seguinte forma
Reescrevemos agora a equação diferencial como
onde o índice n foi recolocado no
primeiro termo. Podemos agora juntar as duas somas
Observando que este polinômio só pode ser nulo se todos os coeficientes de cada potência de x for nulo temos
ou
Esta é a chamada relação de recorrência para os coeficientes an
que nos permite expressar todos estes coeficientes em termos de apenas dois deles, que permanencem indeterminados. Tomando
n
com valores sucessivos obtemos
Prosseguindo com esta operação vemos que
Juntando os termos na expressão
As séries dentro dos parênteses correspondem às expansões em séries para as funções cosseno e seno hiperbólico, respectivamente e portanto
que é uma combinação linear das funções e que já sabiamos ser soluções da equação 2.
Se a série obtida como solução puder ser identificada com uma função elementar, como no caso acima, então já sabemos que ela converge para esta função. Caso contrário, se não pudermos identificar qual é esta solução em termos das funções conhecidas, então teremos que realizar testes de convergência para descobrir o intervalo onde é válida a solução.
Exemplo 2. Vamos resolver a equação
em torno de (um ponto ordinário). Substituimos e sua derivada segunda na equação diferencial para obter
Só o primeiro somatório contém termos constante e
múltiplo de x por isto escrevemos
estes termos (
e
em separado
Estes termos devem se anular, . Modificando a primeira soma para que ela se inicie em temos
de onde podemos extrair nossa relação de recorrência:
Calculamos a seguir alguns termos da série
Como a solução é obtida por
então
é a solução geral.
Exemplo 3. Observando que todos os pontos são pontos ordinários na equação de Airy
procuramos uma solução em torno de . Fazemos a suposição inicial de que a solução é analítica em torno da origem, ou seja, e substituimos esta expressão e suas derivadas na equação diferencial para obter
O único termo constante é relativo na primeira soma,
de onde concluimos que . Para tornar a comparação entre as duas somas mais simples modificamos o primeiro somatório para que comece em e juntamos as duas somas,
de onde obtemos a relação de recorrência
Isto nos permite associar os coeficientes de 3 em 3. Observe que
enquanto, se n é múltiplo de
3 temos
ou, generalizando este procedimento
Por outro lado
Inserindo estes coeficientes na série de potência temos a solução geral
Exemplo 4. Queremos agora encontrar uma solução para a equação diferencial
em torno de . Para isto substituimos e suas derivadas na equação para obter
Desta forma conseguimos escrever todas os somatórios em potências de . No entanto, apenas a primeira e a terceira possuem o termo constante (). Separamos estes termos constantes e juntamos no mesmo somatório os termos restantes para obter
Consequentemente, para anulação do polinômio, devemos ter
Tomando n em seus possíveis valores encontramos
e assim por diante. Juntando estes coeficientes na série inicial temos
a solução da equação diferencial proposta.
Retornando ao método de séries de potências, cabe completar nossa discussão com um comentário adicional. Para resolver o problema
| (3) |
em torno de um ponto ordinário x0 fizemos a hipótese de que existe uma solução
analítica em uma vizinhança deste ponto, ou seja, que possui uma expansão de Taylor
| (4) |
convergente no intervalo .
Vamos verificar se esta é realmente uma hipótese justificada, examinando o raio de convergência da solução. Derivando
4 m vezes obtemos
Calculando o valor desta derivada m-ésima no ponto x = x0 vemos que todos os termos da soma se anulam exceto o
termo m = n e obtemos
de onde encontramos um valor para o coeficiente
Surge aqui uma questão. Partindo apenas da equação diferencial 3 é sempre possível encontrar
e portanto
Suponhamos que
é uma solução satisfazendo as condições iniciais
.
Neste caso .
De 3 temos Pφ'' + Fφ' + Gφ = 0 ou
| (5) |
lembrando que P ≠ 0 em torno de x0. Notando que
podemos escrever
Derivando a equação 5 e fazendo x = x0 temos
Se as funções f(x) e g(x) são polinômios então possuem derivadas de qualquer ordem e podemos prosseguir com este
mesmo tipo de cálculo para encontrar os demais coeficientes an, n > 3.
Caso contrário, se forem funções mais gerais, por exemplo um quociente de polinômios, então é necessário que sejam funções analíticas e possamos escrever
para que o método possa ser executado. Com este mesmo tipo de procedimento generalizaremos a noção de ponto ordinário da equação 3: x0
é um ponto ordinário se f = F/P e g = G/P são analíticas em x = x0.
Caso contrário ele é um ponto singular.
Resolva as seguintes equações diferenciais usando o método de séries de potências em torno do ponto exceto quando indicado o contrário:
| 1. | 2. |
| 3. | 4. |
| 5. | 6. |
| 7. | 8. |
| 9. | 10. |
| 11. | 12. |
| 13. | 14. |
Algumas Soluções:
1.
senh
x
3.
5.
7.
9.
11.
13.
senh
Teorema 1: Se x = x0 é um ponto ordinário da equação Py'' + F y' + G y = 0
ou seja, se f = F/P e g = G/P são analíticas em x = x0 então a sua solução geral é
onde y1 e y2 são linearmente independentes em x0.
O raio de convergência da séries para y1 e y2 é, no mínimo, igual ao menor dos raios de convergência das
séries de f e g.
Para determinar estes raios de convergência podemos expandir F e G
em séries de Taylor e realizar os testes habituais de convergência3. Por outro lado, se
e
G
são polinômios, é possível mostrar usando a teoria das funções de variáveis complexas que
possui desenvolvimento em séries em torno de x = x0 se
.
Além disto, o raio de convergência desta série é
onde r é raiz de P mais próxima de x0. Mostraremos a seguir, através de exemplos
o cálculo deste raio de convergência, em particular no caso de as raízes de P serem complexas.
Exemplo 1: Qual é o raio de convergência da série de em torno de x = 0?
Devemos encontrar primeiro a expansão em séries de potência para esta função,
Temos
A função pode ser expressa em série
Pelo teste da razão
Portanto a série converge no intervalo
e o raio de convergência é .
Um outro procedimento, em geral mais simples, pode ser adotado. As
raizes de
são .
A distância no plano complexo entre
e i é .
Dai .
Exemplo 2: Vamos verificar a convergência da série de em torno de e . A função possui denominador que se anula em . No plano complexo a distância entre e é que é o raio de convergência da série desta função em torno de . A distância entre e é que é o raio de convergência da série desta função em torno de .
Figura 2
Exemplo 3: Determine a raio de convergência mínimo da solução de
em torno de
e .
Neste caso as funções
F e G
são polinômios e P tem zeros
em .
Os raios de convergência são, respectivamente as distâncias
onde
é a distância entre os pontos a
e B no plano complexo.
Determine os raios de convergência das séries:
| 1. | 2. | 3. |
| 4. | 5. | 6. |
Determine um valor mínimo para o raio de convergência da solução em série das seguintes equações, em torno dos
pontos x0 dados:
7.
8.
9.
10. .
Algumas Soluções:
| 1. | 2. | 3. |
| 4. | 5. | 6. |
| 7. | 9. |
Uma equação diferencial que surge com frequência em aplicações matemática aplicada e na física e que, por isto, vale a pena ser tratada em separado é a equação de Legendre
| (6) |
onde l é uma constante real dada. Observando que os dois primeiros termos são a derivada de uma função
reescreveremos a equação como
onde denotamos para obter uma notação mais compacta. Como é um ponto ordinário da equação substituimos a solução analítica em 6 obtendo
Retomando a constante coletaremos primeiro os termos constantes (múltiplos de que correspondem àqueles quando
e os termos coeficientes de x (
Os termos restantes podem ser agrupados sob o mesmo sinal de somatório:
que só é nulo se os coeficientes se anulam,
Podemos rearrumar a expressão em colchetes como e dai obtemos a fórmula de recorrência
| . | (7) |
Destas relações podemos encontrar os coeficientes da expansão de
y(x)
em termos das constantes
e :
e assim por diante. Com estes coeficientes construimos duas soluções
Observe que
só possui potências pares de x
e, portanto, é uma função par, enquanto só possui
potências ímpares de x, sendo
uma função impar. Logo elas são l. i. e
é uma solução geral da equação de Legendre. As soluções são convergentes no intervalo
.
Se e são polinômios sem fatores comuns na equação
| (8) |
os pontos singulares da equação diferencial são aqueles onde P(x) = 0. Neste caso o método tratado na
seção anterior não pode ser aplicado pois a solução não será analítica nestes pontos.
Exemplo 1. A equação de Euler
tem um ponto singular em x = 0. Como vimos no capítulo anterior, esta equação tem
soluções
em um intervalo que não inclue o ponto singular. A primeira destas soluções é limitada e analítica em ℜ. A
segunda não é analítica em x = 0 e, por isto, não pode ser escrita como .
Definição: Se as funções
F e G
são polinômios e x0 é um ponto singular da equação 8,
então x0 é chamado de ponto singular regular se existirem os limites
Se as funções
F e G
não são polinômios mas funções mais gerais, então um ponto singular x0
da equação 8 é um ponto singular regular se
são funções analíticas. Se o ponto for singular mas não regular dizemos que ele é uma singularidade irregular.
Exemplo 2. Os pontos singulares da equação de Legendre
constante, são regulares ou irregulares? Temos que, neste caso
e, portanto, são os pontos sigulares. O ponto é um ponto singular regular pois
O mesmo ocorre com x = —1,
Portanto os dois pontos singulares desta equação são regulares.
Existem diversos problemas advindos das aplicações onde a solução procurada está exatamente em torno de um ponto singular e portanto a técnica estudada até este ponto não é suficiente. Procuramos então encontrar soluções para equações diferenciais do tipo
| (9) |
em torno de x = x0,
um ponto singular regular. Vale lembrar que
não é uma função analítica em torno destes pontos. Nos restringiremos ao estudos das soluções em torno de pontos singulares regulares.
(4) Caso isto não ocorra basta fazer uma substituição de variável, tomando
u0 = x — x0
na equação 9.
Com esta substituição u0 = 0 é o ponto singular regular da equação.
Podemos supor, sem perda de generalidade4, que o ponto singular regular é x0 = 0.
Como o ponto é regular os limites
são ambos finitos e as funções xF/P = xf e x2G = x2g
são analíticas. Sendo analíticas elas possuem expansão em séries de potências em torno de x = 0.
onde fn e gn são constantes, convergentes em
| x | < ρ em torno da origem. Dai notamos que
Reescrevemos a equação 9 multiplicada por x2 e dividida por P.
ou ainda,
Observamos que esta seria uma equação de Euler se os termos dentro dos parênteses fossem constantes, o que ocorreria se todas as constantes
fn e gn (para n = 1, 2, ...) fossem nulas, restanto portanto
apenas f0 e g0 não nulas. As equações de Euler foram resolvidas através da substituição
y = xr. No caso presente tentaremos soluções na forma de
| (10) |
onde r é uma constante, a princípio indeterminada. Deveremos ser capazes de determinar r por substituição
de 10 na equação diferencial. O método será ilustrado nos exemplos a seguir.
Exemplo 1. Vamos utilizar a solução de Frobenius para resolver a equação diferencial
em torno do ponto singular x = 0. Iniciamos por verificar que x = 0 é ponto singular regular pois
sendo os dois últimos termos finitos quando x → 0. Derivamos a solução tentativa 10,
obtendo
Observe que agora não é necessário eliminar o termo n = 0 na derivada primeira pois este não é um termo constante na
equação 10. O mesmo ocorre com o termo n = 1 na derivada segunda. Substituindo as derivadas na equação temos
ou seja,
O último somatório foi modificado da seguinte forma:
para facilitar a comparação entre todos os termos da série. Escrevemos agora o termo multiplo de xr−1,
correspondente a n = 0, em separado e os demais termos dentro do mesmo somatório, que começa em n = 1:
Os coeficientes de potências diversas de x devem se anular independentemente, em particular o termo multiplo de xr−1
que fornece valores para r, até aqui desconhecido. Supondo a0 ≠ 0, temos
a chamada equação indicial com raizes, r1 = 0 e r2 = 3/2.
Estas raízes são denominadas os expoentes da singularidade. Os termos restantes podem ser escritos como
Anulando os coeficientes de todas as potências de x temos uma relação de recorrência para os termos
an:
Agora podemos obter uma solução para cada um dos valores de r. Para r = 0 temos:
o que leva aos coeficientes
A solução correspondente é
Para r = 3/2 a relação de recorrência se torna
Dai encontramos
à estes coeficientes corresponde a solução
e a solução geral é uma combinação linear das duas.
Exemplo 2. Utilizaremos o método de Frobenius para resolver a equação
em torno de x = 0. Este é um ponto singular regular pois
Substituindo e suas derivadas obtemos
A última soma pode ser reescrita, para efeito de comparação com os termos anteriores, da seguinte forma:
Voltamos a escrever a equação diferencial com o termo n = 0 isolado, na forma
Os coeficientes de potências diversas de x devem se anular independentemente, em particular o termo múltiplo
de xr para encontrar a equação indicial
cujas raizes são r1 = 1 e r2 = 1/2. Anulando os coeficientes das demais potências de x temos
o que é uma relação de recorrência para os termos an:
Para cada uma das raízes obtidas para r obtemos um conjunto de coeficientes. Para r = 1 temos a relação de recorrência
e portanto
O termo genérico pode ser obtido neste caso
A solução correspondente é
Para r1 = 1/2 a relação de recorrência se torna
Dai
O termo genérico é
A solução correspondente é
A solução geral do problema é
Fica como um exercício o cálculo dos raios de convergência das soluções encontradas.
Retornando ao formalismo geral, resolvemos equações do tipo estudado por Frobenius através de soluções que se decompõem em séries de potência
cujas derivadas são
Sendo x = 0 um ponto singular regular desta equação temos que xf e x2g são analíticas e podem ser expressas
como as séries de potências
| . | (11) |
Substituindo y suas derivadas e as decomposições em séries 11 na equação diferencial temos
Fazendo a multiplicação das séries infinitas obtemos
| (12) |
onde
Para que o polinômio seja nulo o coeficiente de cada potência de x deve ser nulo. Como a0 ≠ 0
a anulação do coeficiente de xr leva à equação indicial, F(r) = 0.
Caso existam duas raizes reais distintas para esta equação construimos duas soluções l. i.,
e uma combinação linear destas duas representa uma solução geral do problema. Por outro lado, se as raízes da equação indicial forem iguais ou se diferirem por um inteiro, um tratamento diferenciado deve ser adotado, como se segue.
Raízes iguais ou que diferem por um inteiro: Na solução da equação de Euler vimos que se r1 =
r2 então temos uma solução involvendo o logaritmo. O mesmo ocorre aqui, como expresso pelo teorema a seguir.
Teorema: Considere a equação diferencial
| (13) |
onde x = 0 é ponto singular regular. Neste caso xf e x2g são analíticas e podem ser expressas como as séries de potências
| . | (14) |
A equação indicial é
Se as raizes desta equação forem reais, tome r1 como sendo a maior delas,
.
Uma das soluções será
onde estes coeficientes an foram calculados tomando-se r2 = r1.
Caso a segunda raiz seja igual, r1 = r2 então uma segunda solução será
Se as raizes diferirem por um inteiro, r1 − r2 = N,
então uma segunda solução será
onde C é outra constante e os coeficientes c0 foram calculados tomando-se r = r2.
No caso das raizes iguais temos apenas uma solução e procuramos por uma segunda, da mesma forma que fizemos ao tratar das equações de Euler. Vamos procurar uma solução de 13 sob a forma de
uma função que depende de x e de r. Como antes, obtemos a equação
| . | (15) |
Se as raizes são iguais fazemos r = r1
nesta equação e escolhemos an obtendo uma solução. Para encontrar a outra
solução tomamos an de forma a anular o termo entre colchetes,
| . | (16) |
agora com r variando continuamente. Admitimos que F(r + n) ≠ 0.
Com esta escolha a equação 15 se reduz a
onde F(r) = (r − r1)2,
uma vez que r1 é uma raiz dupla da equação indicial. Tomando r = r1
obtemos a solução que já conhecemos,
Como foi feito com a equação de Euler temos também que
o que mostra que
é também uma solução. Para obter a forma final desta solução vamos executar a derivação indicada:
onde
no ponto r = r1, sendo que an é obtida através da equação
16, vista como função de x e r.
No caso de raizes diferindo por um inteiro a solução se torna um pouco mais complicada. Apenas para esboçar a solução, se tentarmos usar uma solução na forma de teriamos dificuldades ao calcular o termo quando por meio da equação 16. Neste caso temos que
que é nula quando .
Para contornar esta dificuldade escolhemos
e os termos an seguintes se tornam todos múltiplos de
uma vez que são dados como múltiplos de
pela equação de recorrência. O fator comum r - r2 no numerador de 16 pode ser cancelado pelo termo igual no
denominador, que surge quando .
Fazendo uma análise análoga à que foi feita no caso anterior, de raizes iguais, encontra-se uma solução com a forma de
onde cn é dado por
e an é definido pela equação 16 com
e
Observe que pode ocorrer que C seja nulo. Neste caso o termo com logaritmo não aparece na solução procurada.
| 1. | 2. |
| 3. | 4. |
| 5. | 6. |
| 7. | 8. |
| 9. | 10. |
| 11. | 12. |
| 13. | |
Soluções:
| 1. | |
| 3. | |
| 5. | |
| 7. | |
| 9. | |
| 11. | |
| 13. |
Leia no site: | Devemos Acreditar na Ciência? | Hipótese, Modelo e Teoria em Física | Cosmologia - Estrutura do Universo | História da Pessoa com Deficiência |