A transformada de Laplace é apropriada para o tratamento de uma equação diferencial com um termo não homogêneo, também denominado a função de entrada, descontínua, como já mencionado.
Exemplo 5.18. Considere a equação diferencial
onde uma função descontínua. Transformando a equação obtemos
de onde se pode concluir que
Vamos denotar a transformada de onde
Então, com esta notação
e, pelo teorema 1 da seção anterior
Resta então encontrar Para fazer isto escrevemos H em termos das frações parciais
o que pode ser conseguido se as constantes são e . Logo
Usando as transformadas conhecidas e suas propriedades encontramos
e, portanto,
Exemplo 5.19 Veremos como utilizar a transformada acima para resolver uma equação diferencial que tem como função de entrada uma distribuição delta. Considere o problema
Este problema pode ser visto como a equação de movimento de uma partícula presa a uma mola com constante elástica unitária e em meio sem atrito, submetida a uma força de curta duração, como uma colisão, no momento Ela parte afastada de uma unidade de distância da posição de equilíbrio no instante e tem velocidade inicial nula Transformando toda a equação temos
ou seja
Utilizando os teoremas e transformadas inversas pertinentes temos
Como o seno é periódica com período temos sensen e

O gráfico desta solução mostra que a mola oscila com amplitude até o instante Depois disto passa a oscilar com maior amplitude, devido ao impulso sofrido.
Encontre a solução dos problemas de valor inicial
1. onde
2. onde
3. sen sen
4. sen sen
5. onde
Encontre a solução dos problemas de valor inicial involvendo deltas de Dirac:
6.
7.
8.
9.
10. sen
11.
Algumas Soluções:
1. sen
3.
5.
6. sen sen
7. sen sen
9.
11. sen
Pode ocorrer, na solução de uma equação diferencial, que a solução transformada seja dada em termos do produto de duas transformadas conhecidas. Se e queremos saber qual é a transformada inversa do produto ou seja . O teorema da convolução nos fornece a transformada inversa deste produto.
Teorema 1: Seja e duas funções que possuem transformadas de Laplace, e as suas transformadas. Se é o produto das transformadas então sua transformada inversa, é
é a convolução de e e as integrais são chamadas de integrais de convolução.
Demonstração: por definição temos as expressões para e
Para avaliar esta última integral introduzimos a variável u = t + v. Neste caso t = v quando u = 0 e du = dt o que permite escrever
Admitindo que a ordem de integração pode ser invertida, integramos primeiro em Observe que os limites de integração, inicialmente passam a ser (veja figura 6) e temos

Concluimos, portanto, que é a transformada da função dentro dos colchetes, ou seja onde
é usada também a seguinte notação para a integral de convolução
Exemplo 5.20: Vamos usar o teorema da convolução para encontrar a transformada inversa de
Como conhecemos a transformada inversa
podemos encontrar
Para calcular esta integral podemos usar a relação trigonométrica
ou, no caso presente
para obter
A primeira integral pode ser avaliada por meio de uma substituição de variáveis,
1. Determine as transformadas inversas:
| a. | b. |
| c. | d. |
Encontre a solução dos problemas de valor inicial
2.
3. sen
4.
5.
6.
Prove as seguintes propriedades da integral de convolução
7.
8.
9.
Algumas Soluções:
1a. sen
1b.
1c. sen
1d. sen
2. sen sen
3. sen sen
4. sen
5. sen sen
Listamos nesta seção um resumo das principais transformadas e as propriedades mais importantes.
Para n inteiro positivo:
Denotando
Se é função periódica, então
Transformada das derivadas:
Integral de Convolução:
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