Ficção

O Estrangeiro


Como impedir que um alienígena destrua o planeta Terra?
O objeto Haole, descoberto há alguns meses, ainda agitava a imaginação e criatividade da comunidade científica. Haole, o Estrangeiro em língua havaiana, era um visitante de fora do sistema solar, exibindo trajetória incomum, fora de conformidade com as acelerações geradas pelos planetas. Estranho o suficiente para que alguns astrônomos sugerissem que era um objeto artificial, impulsionado por motores. Quando passou na vizinhança de Júpiter o objeto foi acelerado, catapultado pelo planeta em direção ao Sol. As atenções se voltaram para ele. Foi uma grande aventura, de certa forma divertida, quando milhões de pessoas em redes mundiais assistiram em tempo real quando Haole emitiu um brilho e ejetou um projétil que partiu veloz na direção da Terra.

Apesar de esperada a entrada do objeto na atmosfera provocou medo e comoção. Mesmo a olhos nus as pessoas puderam ver o ataque de mísseis desferido por bases terrestres, intenso mas ineficaz para impedir a aproximação do visitante…

Sedução


Marc-X desembarcou entusiasmado da espaçonave na cidade de Trília, em seu primeiro voo para um exo-planeta. Na saída contornou o balcão de recepção onde os atendentes distribuíam panfletos contendo sugestões sobre áreas de interesse para visitantes e informações sobre os costumes locais. Cartazes afixados no salão de desembarque exibiam advertências sobre pontos perigosos e procedimentos indesejáveis mas escolheu não ler nenhum deles, certo de que aquela era uma região civilizada onde moradores e visitantes eram conhecidos por serem pacíficos e cumpridores da lei.

Na primeira oportunidade que teve para caminhar pelos arredores do hotel ele andou por ruas limpíssimas, se admirou com o trânsito organizado e com o grande número de pedestres em plena harmonia com veículos de todos os tamanhos. Nenhuma sinalização de trânsito era visível. Marc então avistou os bares com seus letreiros brilhantes e atrativos. Ele entrou em um deles, pediu uma bebida qualquer …

George Capadocius


“Nas encostas da montanha Hypsus o soldado Giorge Capadocius encontrou um animal exótico e assustador. Giorge era um guerreiro ordinário e sem casta, e há muito perdera a esperança de se eternizar como um herói verdadeiro. Mas guardara o desejo de fazer pelo menos uma coisa útil para a comunidade. A fera, pelo contrário, era incomum. Com com asas enormes e pele escura coberta por escamas, patas largas como as de um leão e cabeça de réptil ela aterrorizava os viajantes, impedindo a passagem de quem tentava cruzar o país tomando atalho pelas regiões mais elevadas, sendo responsável por um número de mortes e desaparecimentos. Giorge seguia a pé por uma trilha estreita, caminhando com cuidado pois o Sol se ocultava por trás dos picos mais altos, quando a fera que se aproximou de súbito. Ela se postou sobre o caminho de forma que o soldado não podia fugir para os lados, sob o risco de cair no despenhadeiro, nem voltar dando as costas para o animal. Depois se aproximou do rosto do guerreiro até que ele sentiu sua respiração.